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Concessionária do Galeão quer redução nas prestações da outorga por até 7 anos

A Rio Galeão, concessionária que administra o aeroporto internacional do Rio de Janeiro, quer uma redução do valor da parcela anual da outorga do aeroporto por um período de 5 a 7 anos, uma vez que a crise econômica reduziu a receita do grupo, disse à Reuters o presidente da empresa, Luiz Rocha.


Segundo o executivo, o tamanho da redução das parcelas ainda está sendo negociado com o governo. A proposta é que o valor da parcela seja compensado durante a concessão.


"O Brasil mudou", disse Rocha. "Não queremos carência, mas uma alteração da curva de pagamento, pagar uma parcela menor por um período, de algo entre 5 e 7 anos. A partir desse prazo pagaríamos uma parcela maior para compensar para que não haja perda do valor global", adicionou.


O consórcio assumiu o Galeão em 2014 após pagar 19 bilhões de reais pela concessão de 25 anos.


O executivo afirmou que com a crise econômica as projeções de ganho de receita se transformaram em perda de faturamento, abrindo um buraco nas contas.


"Essa parcela menor daria um fôlego para manter o negócio sustentável. Mas não nos passa pela cabeça devolver a concessão", frisou.


A parcela da outorga desse ano, de aproximadamente 900 milhões de reais, já está atrasada e o governo postergou o pagamento para o fim do ano. Mas o consórcio vai ter de pagar uma multa calculada em aproximadamente 70 milhões de reais.


"Não tinha outra opção. Esse é custo adicional para pagar em dezembro. Não havia alternativa", disse.


O grupo aguarda um crédito de longo prazo do BNDES prometido à época do leilão do terminal. O banco liberou um empréstimo ponte, exigindo novas garantias para liberar mais recursos.


O consórcio Rio Galeão tem como sócia a Changi, de Cingapura, e a Odebrecht Transport, além da Infraero.


Nos novos terminais que serão concessionados, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza, o governo estuda dar uma carência para pagamento das outorgas ou exigir parcelas menores no início da concessão, quando há demanda de mais investimento.


"Isso é a lógica e é o que mundo faz. Isso deve atrair interessados, desde que não haja pendência como as dos leiloes anteriores", concluiu Rocha.


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