Trabalhadores desempregados bloqueiam BR-392 em Rio Grande, RS
Trabalhadores desempregados que atuam no polo naval de Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, realizam um protesto na BR-392. Os manifestantes bloqueiam a rodovia no km 3, na ponte dos Franceses, e no km 8, na rótula da Termasa, desde a madrugada desta quinta-feira (7). Conforme a Polícia Rodoviária Federal, o congestionamento é de quatro quilômetros no local.
Eles pedem respostas do governo federal sobre a liberação dos cascos das plataformas P-75 e P-77, da Petrobras, para o início dos trabalhos em Rio Grande.
O bloqueio ocorre desde às 3h. No início da manhã, os trabalhadores entraram em um acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e decidiram liberar o trânsito a cada 15 minutos a partir das 10h.
Após reunião do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, com veradores de Rio Grande foi anunciado que o governo federal se manifestará dentro dos próximos dias sobre o futuro da indústria naval no estado. Ainda de acordo com Padilha, deve ocorrer uma conversa com a Petrobras em busca de alternativas para a construção das plataformas no polo naval. Uma comissão deve ir até Rio Grande para conversar com os trabalhadores que lideraram o protesto.
Entenda Em novembro de 2013, a Petrobras e o estaleiro QGI assinaram um contrato para construir as plataformas em Rio Grande. Com as investigações da operação Lava Jato, o projeto chegou a ser cancelado.
Em julho de 2015, uma comitiva de trabalhadores foi de Rio Grande até a sede da Petrobras no Rio de Janeiro e voltou com a garantia da obra, que geraria dois mil empregos diretos. Porém, um ano depois, a indefinição continua.
Em 2013, os três estaleiros do porto de Rio Grande chegaram a empregar mais de 20 mil pessoas. Atualmente, o número não chega a sete mil. A Petrobras e o estaleiro QGI não se manifestaram sobre a obra das plataformas.