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Santa Catarina quer aumentar área plantada com milho em 100 mil hectares

  • Globo Rural
  • 5 de jul. de 2016
  • 2 min de leitura

Uma das medidas para contornar a crise do milho e evitar que o grão atinja novos picos de preço, prejudicando a atividade de suinocultores e avicultores em Santa Catarina, é aumentar a área plantada com o grão no Estado em até 100 mil hectares, ainda este ano.


A informação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo. Com isso, a área passaria dos atuais 360 mil hectares para 460 mil hectares. "Já chegamos a ter uma área de 800 mil hectares no Estado", disse Pedrozo na Global Agribusiness Forum 2016 (GAF 16), em São Paulo. Segundo ele, para que isso aconteça, o governo local tem concedido crédito e subsidiado parte dos insumos aos agricultores a fim de que o objetivo seja alcançado ainda no plantio do segundo semestre deste ano.


Em Santa Catarina, a saca de 60 quilos de milho chegou a custar R$ 60 no primeiro semestre. Com o avanço da colheita da safrinha no Centro-Oeste do País, o preço recuou e está em cerca de R$ 34 esta semana, segundo Pedrozo. Pedrozo afirmou ainda que a alta do preço do milho fez muitos pecuaristas independentes da região migrarem para o sistema de integração, em que o produtor fica ligado a um grande frigorífico, responsável pelo fornecimento da ração, em muitos casos.


Boi

Pedrozo afirmou ainda que a Faesc tem trabalhado para impulsionar o aumento do rebanho bovino do Estado. Recentemente, Santa Catarina realizou sua primeira exportação de gado vivo da história, com o embarque de 4,3 mil cabeças pelo Porto de Imbituba destinadas à Turquia.


O país euroasiático sinalizou na época o interesse em comprar mais 5 mil cabeças de gado ainda este ano, mas não havia capacidade produtiva para isso. Santa Catarina é atualmente o único Estado brasileiro que tem o status de livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). Este reconhecimento impede a entrada de animais de outras regiões no Estado, o que limita a cadeia produtiva catarinense.


Com isso, o setor local privilegia o segmento leiteiro, sem grandes aportes à produção de carne bovina. No entanto, a exportação de animais vivos abre novas possibilidades para os criadores.Pedrozo afirmou que a Faesc fechou uma parceria para fornecer um técnico por quatro horas por mês aos pecuaristas locais, sem custo.


Além disso, há um projeto para inseminar 50 mil matrizes, seguindo as exigências do mercado europeu, fomentando a criação de terneiros das raças Charolês, Limousin e Angus. Santa Catarina tem atualmente um rebanho bovino de 4,271 milhões de cabeças.


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