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Defensoria Pública quer paralisar operações com carga viva em Vila do Conde

Há oito meses, um navio carregado com cinco mil bois naufragou no Pará, provocando um grave acidente ambiental. A Defensoria Pública da União pediu na justiça que sejam proibidas as operações com carga viva no Porto de Vila do Conde, em Barcarena. Para a defensoria, o naufrágio causou prejuízos a da população local. Com derramamento de óleo e animais em putrefação encalhados nas praias da região, a água ficou inadequada para consumo. Houve também interrupção e depois diminuição sensível da pesca, além do desaparecimento de turistas. No processo, a defensoria aponta que a Companhia Docas tinha licença do Governo do Estado para operar, mas não estava autorizada a movimentar cargas vivas. Também não tinha plano de emergência para casos de acidentes, mas operava com o consentimento de órgãos de fiscalização públicos pressionados pela Associação de Exportadores de Gado Vivo. De acordo com a DPU, a ação pretende evitar novas tragédias. O navio continua no fundo do rio, com as carcaça dos animais. As atividades de embarque foram retomadas mas, segundo a DPU, as melhorias e reparações prometidas à população não foram realizadas.

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